Intervenção Fisioterapêutica na Síndrome de Down

A síndrome de Down é considerada uma anomalia genética autossômica e representa causa frequente de retardo mental. O bebê que tem síndrome de down requer alguns cuidados após o nascimento e ao longo de seu desenvolvimento, por conta das características decorrentes da síndrome.

 Nesse sentido, é importante um tratamento fisioterapêutico a fim de auxiliar no processo de desenvolvimento da criança com Síndrome de Down em todos os seus aspectos.

Uma dessas características é a hipotonia muscular, condição que faz com que os bebês nasçam mais “molinhos”, e a frouxidão dos ligamentos. Por isso o bebê tende a manter uma postura mais relaxada, já que seus músculos são menos tensionados e as articulações são mais frouxas.

A fisioterapia pode colaborar especificamente para o desenvolvimento motor da criança, ajudando-a se movimentar de maneira correta e no fortalecimento físico. A atividade só deve ser iniciada após autorização do médico que acompanha a criança. A participação dos pais e familiares nesta fisioterapia é fundamental, tanto no sentido de troca com o terapeuta- onde os pais poderão explicar melhor o contexto em que a criança vive, assim como relatar o seu desenvolvimento- como para garantir a continuidade desta terapia em casa, incluída na rotina doméstica.

O bebê pode iniciar a fisioterapia desde o nascimento para que, com os exercícios, consiga sustentar o pescoço, rolar, sentar-se, arrastar-se, engatinhar, ficar de pé e andar, minimizando os efeitos motores da Síndrome de Down.

Nos primeiros 6 meses de vida, as atividades propostas na fisioterapia são chamadas de estimulação precoce (ou tratamento global), por serem iniciadas desde o nascimento. As crianças com Down possuem grande potencial a ser desenvolvido. Para tal, elas precisam de mais tempo e estímulo da família e de especialistas para adquirir e aprimorar suas habilidades. Uma boa estimulação realizada nos primeiros anos de vida pode ser determinante para a aquisição de capacidades em diversos aspectos, como desenvolvimento motor, comunicação e cognição.

Os objetivos da atuação fisioterapêutica na estimulação do desenvolvimento, são voltados à aquisição dos marcos motores, essenciais para o desenvolvimento neuropsicomotor.

Vale ressaltar, que o termo estimulação precoce não quer dizer que os processos pelos quais a criança passará serão adiantados, mas sim, refere-se ao processo o qual estimulará o desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

Dessa forma, os principais objetivos da estimulação precoce/global na fisioterapia são:

  • Estimulação motora para aquisição de controles posturais;
  • Estimulação motora para trocas posturais e manutenção das mesmas com facilidade e estabilidade;
  • Facilitação postural para conquista de atividades manuais, com uso de acessórios que poderão ser confeccionados e/ou providenciados pelos pais ou responsáveis para uso doméstico;
  • Auxílio para o desenvolvimento de reações de proteção e equilíbrio;
  • Utilização de estratégias para aceleração de alcance dos principais marcos motores (sedestação com e sem apoio, engatinhar e/ou arrastar-se, ortostatismo com e sem apoio e aquisição de marcha);
  • Orientação dos pais para atuarem como corresponsáveis pelas metas fisioterapêuticas em domicílio.

 Nesse sentido a intervenção fisioterapêutica no desenvolvimento de crianças com Down pretende, além de ajudar no bom desenvolvimento motor, fornecer informações e prevenção em saúde.

 Fontes:

http://www.actafisiatrica.org.br/detalhe_artigo.asp?id=496

http://www.faesfpi.com.br/Interven%C3%A7%C3%A3o%20Fisioterap%C3%AAutica%20na%20S%C3%ADndrome%20de%20Down.pdf

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