Fisioterapia Dermato-Funcional

Segundo a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer), a Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

Por enquanto, não existe tratamento preventivo ou curativo para a doença de Alzheimer. Existe uma série de medicamentos que ajudam a aliviar alguns sintomas, tais como agitação, ansiedade, depressão, confusão e insônia.

O tratamento fisioterapêutico para pacientes portadores do Mal de Alzheimer deve ser realizado no mínimo 2 vezes por semana, em pacientes que se encontram numa fase inicial da doença e, que apresentam sintomas como, dificuldade em andar ou equilibrar, por exemplo, ajudando a retardar o avançar da doença e mantendo a autonomia do doente por um maior período de tempo.

Já para pacientes que se encontram em uma fase mais avançada da doença, acamado, por exemplo, é importante a realização de fisioterapia diariamente com um terapeuta, no intuito de evitar a atrofia muscular e manter a amplitude das articulações, de modo a deixar o paciente confortável.

O tratamento de fisioterapia para idosos com Alzheimer tem como objetivos:

  • Ajudar o indivíduo a movimentar-se mais livremente, mantendo alguma autonomia e mobilidade para se mexer na cama, sentar ou andar, por exemplo;
  • Evitar que os músculos fiquem presos e atrofiados, que trazem dores;
  • Permitir a amplitude das articulações, para realizar as tarefas do dia-a-dia;
  • Evitar quedas e fraturas;
  • Evitar dor nos músculos, ossos e tendões, que causam desconforto e mal-estar.

Os portadores de Alzheimer devem fazer exercícios simples e de fácil compreensão para que o paciente consiga compreender e, que devem ser semelhantes às atividades do dia a dia, de forma a aumentar ao mesmo tempo a atividade intelectual e motora.

Os exercícios físicos podem ser feitos pelo portador da doença ou com ajuda de um fisioterapeuta e, estes devem ser realizados em breves períodos de tempo, várias vezes ao dia, para evitar a exaustão e o desinteresse pela atividade.

Alguns bons exemplos de exercícios simples para pessoas com Alzheimer na fase inicial ou intermédia da doença incluem:

  • Andar pela casa ou dançar;
  • Colocar uma bola de plástico em cima da cabeça e tentar equilibrar;
  • Treinar o escovar os dentes e pentear o cabelo;
  • Apertar botões da blusa;
  • Ficar num pé só e andar de lado.

Além disso, os pacientes nas fases iniciais de Alzheimer podem beneficiar-se de exercícios em grupo com pesos e bolas, ou até mesmo fazer natação ou hidroginástica e alongamentos musculares.

Quando o paciente com a doença de Alzheimer já está num estado avançado, com dificuldades para se equilibrar sentado, recomenda-se fazer exercícios simples de alongamento, o que permitirá que o paciente mantenha alguma autonomia, conseguindo realizar suas tarefas do dia a dia sozinho ou com o mínimo de ajuda possível.

Além disso, se a capacidade para se mexer e mobilizar estiver pelo maior tempo possível, ajuda a retardar problemas comuns na doença de Alzheimer, como prisão de ventre, desenvolvimento de infeções respiratórias ou escaras.

Fontes:

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer

https://fisioterapiaportoalegre.wordpress.com/area-de-atuacao/fisioterapia-neurofuncional/doenca-de-alzheimer-e-tratamento-fisioterapico/

http://www.tuasaude.com/fisioterapia-para-alzheimer/

Goldman, L.; Bennett, J.: et al. Cecil: Tratado de Medicina Interna. 2 Ed. Rio  Janeiro: Guanabarra Koogan 2001.v2.

Compton, Ann et al., Fisioterapia na terceira idade. São Paulo: Santos, 2002.